Grandes marcas de tinta estão lançando suas cores para o próximo ano e, embora cada uma tenha sua própria cor, há uma tonalidade predominante. Mas o que é levado em consideração na hora de escolher uma cor para o ano? A resposta a essa pergunta é bem complexa, mas podemos resumir na palavra conceito.
No processo criativo chega-se a um conceito, que norteia nossa criação a partir de diversos elementos e informações absorvidas. O repertório de cada pessoa, sua bagagem, todas as referências que teve ao longo da vida, desde filmes, viagens, obras de arte, fotografia e assim vai.
Quando se pensa em uma tendência para os próximos anos, o conceito também é criado a partir de um repertório, informações, conteúdos, mas desta vez coletivo e não mais pessoal. Filmes que foram lançados, novas tecnologias, acontecimentos importantes, obras de arte, moda, comportamento: tudo.
As grandes marcas de tintas trabalharam com conceitos semelhantes, chegando a uma tonalidade comum. O avanço da tecnologia e o resgate da proximidade do homem com a natureza levou ao tom entre o verde, cinza e azul. A ideia é humanizar os ambientes com o tom receptivo e calmo, que contraponha com nossa correria diária, e a combinação com diversos outros tons.
““Estamos entrando em 2020 repensando nossos valores, buscando novas formas de nos relacionar com o mundo e de equilibrar nosso bem-estar à tecnologia que nos cerca”, foram essas as palavras da diretora de Marketing da Suvinil, Juliana Hosken. “Um tom que alinha sucintamente o desenvolvimento futurista com a natureza”, diz Jane Monnington Boddy, diretora de cores da WGSN.
Uma boa dica para quem interessa por tendências na arquitetura é visitar mostras que acontecem ao longo do ano. Tem muita coisa interessante, peças conceituais, lançamentos de tecnologias e muito mais.